TRÍADE - Página 1

Cresci em meio à corte aprendendo história de uma maneira bem resumida, ensinaram na escola real que há alguns séculos o ser humano viveu a terceira grande guerra que destruiu mais de 70% da população mundial. Também aprendemos que, naquela época, o homem era egoísta ao extremo (defeitos que não mudam, somente se rearranjam na sociedade), a ponto de acabar com os recursos naturais, para ter privilégios, há muitas outras coisas que aprendemos, mas não quero me ater a esses fatos e sim mostrar um pouco da minha vida na atualidade.
Depois da terceira grande guerra, o mundo, aos poucos, se reorganizou em lugares que não foram atingidos por bombas nucleares, a humanidade foi se reconstruindo, formando países, aproveitando conhecimento e avançando em tecnologia.
O meu país possui um Rei extraordinariamente humano, sensato chamado Urias, seu filho, o Imperador Regente, Zacarias, está sendo treinado para ocupar o lugar do pai na sucessão da coroa. Ele passou toda sua infância comigo. Este lugar que hoje chamamos Avórdia, ocupa o território que antes era a Europa (ou partes dela) e também parte da Ásia. Não nos juntamos em torno desse Rei da noite para o dia, nossa história é cheia de lutas e conquistas, enfim, só alcançamos a paz e uma vida digna em nossa atual forma de sociedade.
Devem ter achado estranho o filho não ser chamado de Príncipe como era nos primórdios, mas, em minha era, associamos esse título a algo fantasioso e infantil como nos antigos contos de fada, por essa razão o filho mais velho do Rei possui o título de Imperador Regente, ele está sendo preparado, como já disse, para ocupar o lugar do Rei, quando este, não estiver mais em condições de nos governar.
Você deve estar se perguntando qual é o meu papel em meio a tudo isso e por que eu fui criada com o Imperador. As mulheres conseguiram a tão sonhada igualdade, mas, é interessante o tratamento que recebemos.
Mulheres podem ser ministras, conselheiras, de governo, soldado do exército, soldado real, enfim, podem ocupar quaisquer cargos que queiram. No entanto, somos sempre recebidas ou tratadas com muita atenção e respeito. Ao menos na minha esfera social é assim que as coisas acontecem.
Pobreza e riqueza nunca deixaram de existir, mas como disse, temos um país mais digno e conseguimos erradicar a miséria, as pessoas vivem de forma simples no campo, plantando e colhendo em fazendas (há robôs pra fazer o trabalho pesado que o homem fazia, as pessoas coordenam essas máquinas) esse trabalho é recompensado com um pedaço de terra. As fazendas hoje não têm a mesma extensão das antigas. Tudo mudou. As cidades são bem ajustadas e há profissionais de todos os tipos, legalistas (advogados), médicos, engenheiros, biotecnólogos, nanotecnólogos e todos vivem bem, alguns com mais recursos, outros com menos, no entanto, os governos locais e o governo palaciano dá oportunidades a todos, até os que coletam resíduos nas residências (isso também é feito por máquinas, mas há os homens ou mulheres que as dirigem), enfim, todos ganham salário digno para terem uma vida decente.
Fui criada na corte porque meu pai é um grande general estrategista, General Tomas Brite, braço direito do Rei, pois ele é o máximo comando depois do Rei, seja em batalha, ou mesmo no governo do país, até o Imperador, na ausência do Rei, deve se reportar ao meu pai, e, não por ser meu pai, mas seu exército o respeita muito, ele é um homem carismático e com um coração imenso.
Por essas razões, acabei me afeiçoando às armas e sou um soldado bastante competente, treinada em armas e também em pilotar planers, muito antigamente chamados aviões de caça, aviões de guerra, como queiram, obviamente com alterações tecnológicas que o fazem voar a uma velocidade supersônica.
Isso significa que minha família composta por meu pai General Tomas Brite, minha mãe Sarah Elianor Benson Brite (que se tornou conselheira real) e eu vivemos na corte, no castelo real que possui mais de cem cômodos.
Não nos esbarramos toda hora, eu e o Imperador, mas estamos sempre bem próximos, frequentamos a mesma escola, fomos treinados juntos, não todos os dias, no entanto, estávamos sempre nos encontrando.
Outro fato importante, que devem saber, é que, apesar de toda essa igualdade conquistada pela mulher, justamente para recuperarmos mais a nossa humanidade, somos tratadas de uma forma bastante cortês pelos homens, eles abrem a porta dos carros, puxam a cadeira, nos pedem em casamento. Essa cordialidade só não existe em batalha.
Você deve achar que não temos mais guerras por tudo que eu disse, infelizmente, isso não é verdade, o homem não deixou de ser egoísta e ainda luta por mais poder. Outras regiões que ainda não se assentaram em países, mas em uma porção de homens que querem conquistar por suas próprias causas, ainda se agrupam para lutar contra o nosso reino e conquistá-lo. É interessante falar em reino, parece uma forma retrógrada de enxergar as coisas, mas foi a maneira mais justa que encontramos de nos ajudar, nos organizar e nos proteger. O nosso rei, como eu também já disse, é bastante generoso e sempre pensa no bem da população ao tomar suas decisões. Ele descende de uma linhagem que lutou por mais igualdade, menos guerras, mais justiça e mais generosidade.
Nosso rei não é absolutista como historicamente já existiram, não, ele tem toda uma organização governamental, que também habita o castelo, ministros, conselheiros, somente a ele pertence a última palavra quando não há consenso, mas suas decisões devem preencher as necessidades da população. Os reis são de genealogia, mas se houver um que seja tirano, ele será arrancado do poder pelo governo.
Agora podemos falar um pouco de tudo o que tem acontecido em nosso país e, principalmente, em minha vida.
A Imperatriz de Moldávia chegará amanhã para conhecer Zac, politicamente seria muito bom que eles se casassem (essa, na verdade, é a intenção do encontro), o rei não quer forçar o filho a nada, diz ele, porém, sabemos que todo governo precisa pensar politicamente e uma união com Moldávia seria excelente.
Moldávia é um país formado pela união de antigos países, abrangem a região que foi conhecida como China. Estamos nos preparando para recebê-los em segurança, pois os grupos unificados que lutam para conquistar nosso território têm se levantado, atacado cidades, destruído plantações e soldados mensageiros já alertaram os soldados reais de uma possível invasão no castelo. Por isso, todo cuidado é pouco e estamos esperando a Imperatriz Yasmine com muita cautela.
Ainda não sei por que, no entanto meu coração anda apertado com a visita.
Na noite que antecedeu a chegada de Yasmine a nossa corte, eu estava perambulando pelo jardim e ouvi uma voz me chamando.
-Estela! Estela!!
A voz já conhecida se personificou, Zac estava na minha frente com uma rosa em punho. Quando éramos crianças vivíamos nos espetando, fazendo armadilhas e aprontando um com o outro. Como certa feita que eu coloquei pó coçante nas calças dele, ele ficou se coçando por um dia inteiro,  apesar dos banhos e das ervas ministradas. Ele já colocou um sapo no meu material escolar e tantas outras brincadeiras que não dá pra listar em poucas palavras. No entanto, sem razão aparente, a partir de um determinado momento nossos encontros já não são infantis, cheios de armações, sinto até um certo constrangimento em sua presença, talvez porque agora tenho consciência de sua posição.
Olhei pra ele com meus olhos arregalados, não sei dizer se ele tornou-se um homem, mas ele já tem 18 anos, é musculoso em razão dos treinamentos de guerra, seus cabelos castanho-claros chegam aos seus ombros e seus olhos azuis têm uma profundidade que entorpece meus sentidos. Ele olha com aquele jeito de bom moço que me faz esquecer por segundos quem ele realmente é. Enfim, olho pra ele com meus grandes olhos verdes acinzentados espantada pela delicadeza do que ele carrega consigo. Lembro-me da Imperatriz e desanimo achando que ele deve estar querendo treinar sua aproximação com ela.
Zac estende a mão timidamente olhando para a rosa que me entrega, eu fico meio sem jeito, nunca fui presenteada dessa maneira, já tenho 17 anos e fico pensando quando as coisas mudaram entre nós, não consegui acompanhar essas mudanças. Ainda não sei expressar o que sinto, mas posso dizer que ele mexe comigo como antes não acontecia.
Agradeço a rosa também timidamente e desvio o assunto, sem perguntar o porquê daquilo. Pergunto sobre a visita de Yasmine, apesar de saber que queria ignorar o fato.
- E aí Zac, preparado para conhecer Yasmine? Quer dizer, a Imperatriz?
Seu olhar se esvazia de repente e ele olha pra mim como se realmente estivesse sofrendo.
- Você deve saber que não quero conhecê-la e que essa visita não me agrada nenhum pouco.
- Ora Zac!! Dê uma chance ao seu pai, a política está em suas veias você não pode e não deve ignorá-la.
- Você é sempre tão racional, sempre foi a primeira na sala de aula, sei que o que está dizendo é sensato, mas meu coração não diz a mesma coisa.
Ele crava seus olhos azuis em mim de um jeito que meus pelos dos braços se arrepiam, sinto-me incomodada e perco a noção do que dizer. Logo eu, que sempre tenho discurso certo.
- É melhor irmos dormir, amanhã você terá que estar preparado para ser cordial, inteligente, nada difícil pra você. – Falo para desviar o teor da conversa sem saber exatamente a razão de tê-lo feito.
- Boa noite, Estela!
- Boa noite, Zac!
Ele vira-se e se dirige aos seus aposentos com a cabeça baixa, a impressão que tenho é que estava prestes a ser condenado. Fico pensativa sentada no banco do jardim quando sou flagrada por outro grande amigo, o homem que me treinou, que acompanhou toda minha formação como soldado e por quem tenho grande admiração, Mike, ele realmente é incrível, vê-lo em ação numa luta é uma experiência extraordinária, dou graças a Deus por tê-lo como treinador, e ele só é 7 anos mais velho que eu, tem 24, mas o vejo como um mestre. Ele tem olhos cor de mel esverdeados, é musculoso, alto, mais alto que o Imperador, porte atlético, cabelos loiros, pele bronzeada de exposição ao sol nos treinos e o incrível é que apesar de tudo isso é de uma gentileza excepcional.
- Olá, Téo!
Esse é o meu apelido, só o Imperador me chama de Estela, em treinamento sempre usamos um apelido, é daí que surgiu Zac.
- Olá, o que faz a essa hora ainda acordado mestre.
Meu Deus, quando é que eu comecei a notar seu olhar, tão penetrante, no entanto, para mim, ele é visto com muito respeito, afinal, ele é o mestre. Ele fica tempo demais com os olhos presos nos meus, com certeza levaria uma bronca por ter chegado atrasada no treino de manhã.
- Téo, achei que a encontraria aqui. – Abriu um sorriso, reparando bem, acredito que as mulheres solteiras do reino devem ficar hipnotizadas por esse sorriso com covinhas, esse pensamento me esquenta o rosto e como sou bem branquinha tenho certeza que fiquei bastante vermelha, disfarço fazendo uma cara séria.
- O que houve? – pergunto curiosa.
- Fiquei sabendo que durante o baile do sábado para apresentar a Imperatriz Yasmine na corte, você terá uma surpresa maravilhosa.
Fico mais curiosa ainda, não faço a mínima ideia do que ele possa estar falando. Mike faz parte da tríade que administra, que lidera os soldados reais, geralmente as administrações são feitas no que chamamos de Tríade, isso significa que três pessoas são responsáveis pelos setores em que o governo é dividido, na Justiça há uma tríade, dentre os conselheiro há uma tríade que os lidera e assim por diante. Acreditamos ser mais sensato, afinal três cabeças pensam melhor que uma, apesar de ter o chefe, aquele que sempre dá a última palavra, Mike ainda não é o chefe porque a Romeu e Cássio, Romeu deve ter por volta de uns 55 anos já é chefe da tríade dos soldados reais há bastante tempo, Cássia é tão jovem quanto Mike, deve ter uns 30 anos, mas em experiência de batalha, Mike a supera em força, em inteligência e em carisma, os soldados o respeitam muito, confiam demais nele, como eu.
Como faço parte da legião de soldados reais não me preocupo muito com o baile, geralmente estamos vestindo nossas roupas de soldado, calça justa, regata e jaqueta pretas com o emblema real um leão com as patas no ar e uma coroa azul na cabeça dentro de um círculo vermelho.
- Mestre, o que de tão importante pode acontecer para mim, um simples soldado raso. – Sei que isso não é de todo verdade, meu pai, como já expliquei, é general, mas do exército do nosso país, ele faz parte da tríade que governa o exército e é o chefe da tríade, ele está hierarquicamente abaixo do rei, por essa razão fui treinada com excelência, sem modéstias, sou ótima piloto e não perco uma luta para quase nenhum homem, exceto, meu pai e para minha tríade, Cássia e Mike, Romeu já não é mais treinador há algum, mas dizem que em batalha ele sempre foi “fera”, na verdade agora, ele é a cabeça pensante da tríade.
- Você sabe que não é uma simples soldado raso, é um dos soldados mais preparados que já treinei, só não enfrentou uma guerra de verdade, a não ser aquela invasão na cidade de Nakar e tomou decisões que salvou o batalhão pelo qual ficou responsável. Pode acreditar Téo, se você não estiver preparada para ocupar cargos maiores, ninguém está.
- Sou muito jovem, farei 18 daqui a duas semanas. – No meu país, por causa de todas as responsabilidades que temos desde muito novos, começamos a ser treinados para nossos ofícios desde muito cedo, com 16 anos já somos maiorais, temos direitos civis e tiramos carta de motorista, eu já pilotava aviões com essa idade. Realmente, preparo eu tenho, me destacava na escola.
Ele abre outro sorriso – Prepare um vestido de baile bem bonito porque neste dia específico você não estará a trabalho.
Meu estômago fica pesado e eu sinto meu coração acelerar, não gosto de me vestir assim, nem de chamar atenção, aprendi a ser muito prática, fazer rabos de cavalo e andar com meu uniforme, só a ideia de usar vestido já faz minhas feições murcharem, faço cara de brava e bufo sem perceber.
- Calma Téo! Não é o fim do mundo, se disser que também estarei de terno vai tranquilizá-la? Também não estarei em serviço. – Ele sorri novamente de um jeito totalmente constrangedor. Penso por que raios ele está tão descontraído na minha frente hoje? Isso sinceramente me incomoda.
- Meu Deus!! Tô curiosa mestre, o senhor terá que me contar o que é. – Ele olha diretamente para minha mão e seu sorriso se desfaz, tenho a impressão que alguma coisa o deixou, estranho. Caramba, só então lembro-me da rosa entre meus dedos, devo ter colocado as mãos pra trás com sua proximidade automaticamente, mas relaxo e acabo mostrando-a sem querer.
- Quem te deu uma rosa Téo? – ele pergunta meio que enfaticamente, como se estivesse expelindo uma ordem de guerra, sua fisionomia parece dura, como nos treinos.
- Ah... a rosa, eu achei tão linda que acabei roubando do jardim. Espero que não seja punida por isso. – Sua expressão bruta se desvanece e volta a sorrir.
- Estranho demais, isso não é do seu feitio, por isso o espanto, desculpe pela inquisição! Bom saber do que você gosta soldado. Vejo você no treino amanhã, dessa vez não se atrase!
Achei que fosse passar ilesa pela falta, melhor que punição, apenas um lembrete, tenho que dormir, amanhã como todos os dias acordo muito cedo para o treinamento.
Tenho uma noite cheia de sonhos, confusos, vejo o rosto do Imperador me estendendo a mão e chamando pra dançar, ele estava lindo no traje real azul cobalto. Suas mãos são macias e seu rosto perfeito com aqueles cílios quilométricos batendo nas maçãs do rosto também perfeitas. Olho-me através dos espelhos do salão de baile e me vejo, aliás vejo alguém bem diferente da garota com cabelos presos e rosto vermelho dos esforços de treino, vejo uma mulher num vestido vermelho justo até os quadris e abrindo a partir dele, com decote coração e uma joia fantástica azul no meu pescoço e questiono-me quem é a mulher de cabelos loiros presos, maquiada do espelho. Acordo com uma baita dor de cabeça e o corpo suado, já disse que não gosto de trajes de gala, sinto um nó na garganta só com a possibilidade de ver novamente aquela mulher no espelho. Espanto esses pensamentos e olho pro relógio 6:30 horas, levanto-me, troco de roupa, tomo um café rápido, dou um beijo de bom dia em minha mãe. Meu pai está no campo com o exército, eles costumam viajar bastante, estão numa cidade a leste, talvez em missão diplomática, não sei ao certo.
Moramos no castelo, mas temos uma mini casa como os outros do governo, temos dois quartos, uma sala de estar, uma cozinha, uma lavanderia e dois banheiros particulares. Geralmente, nos eventos, nossas refeições são no salão oval onde todos os membros do governo se encontram para eventos especiais. As reuniões de cúpula são feitas no anfiteatro onde há um palco com um trono real, cadeiras para seus assessores, conselheiros e uma plateia com cadeiras fofas e confortáveis para os outros membros do governo. Há reuniões mensais para cada equipe de governo, com a tríade dos soldados é toda terceira quinta-feira do mês.
Corro para o setor de treinamento, no campus do castelo. Há 3 metros a leste do castelo num galpão onde cabem mais de quatro mil soldados, treinamos todos os dias, os novatos começam a treinar com 14 anos. Começamos a exercitar nosso futuro emprego bem jovens, enquanto estudamos. Desde os cinco anos já frequentamos escolas, aprendemos várias línguas e nos especializamos a partir dos 14 naquilo que mais nos identificamos como profissão. Tive influência de meu pai obviamente, mas amo o que faço e pelo que dizem sou especialista e já treino garotos e garotas mais jovens depois do meu treinamento pessoal.
Quando chego ao galpão dou de cara com um rosto iluminado como nunca tinha visto antes, Mike sorri e as covinhas que quase nunca aparecem estão bastante expostas desde a noite anterior em que o encontrei no jardim.
- Olá, Téo! O que fez com sua rosa?
- Bom dia, mestre! Ah... a rosa... coloquei num solitário. O que vamos fazer hoje?
- Quero que vá colocar sua roupa de mergulho, vamos utilizar o rio próximo ao castelo para treinarmos mergulho.
- Caramba, mestre! Faz séculos que não mergulhamos no rio Péricles. Por que isso agora, deveríamos fazer mais manobras de combate com as pernas, tô meio enferrujada.
Ele ri solto demonstrando mudanças radicais em seu comportamento.
- Téo, quando você estiver enferrujada em alguma manobra de combate já estará aposentada!!!
Ele fala como se eu fosse expert, isso não é verdade, sempre perdi minhas lutas pra ele, quando empatamos, tenho certeza que ele não quis me humilhar.
- Tá certo mestre. Vou me trocar.
Fazemos nossos treinos de mergulho no rio, estamos um pouco afastados do castelo há uns 15 quilômetros, até que Mike é chamado pelo netpi e somos convocados para retornar imediatamente, estamos em alerta máximo, há indícios de proximidade de nômades. Eles são aqueles sem pátria que têm terras e lutam contra o governo do rei Urias. A notícia que chega aos ouvidos de Mike é que eles estão a 3 horas de viagem do castelo e marcham para uma invasão.

Corremos de volta para o castelo, vestimos nossas roupas de combate e nos reunimos no anfiteatro onde o rei já nos aguarda. 

4 comentários:

  1. Parabéns professora, eu adorei e estou curiosa pela próxima postagem...quero mais!!!! (Risos)

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  2. Parabéns professora, eu adorei e estou curiosa pela próxima postagem...quero mais!!!! (Risos)

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    1. Espero que tenha lindo as outras páginas, estou postando por partes!!!
      Beijos e obrigada Poli Cardozo

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  3. Awnnnnn ❤😘💋 Obrigada por compartilhar conosco! Deus abençoe muito sucesso! Uhuhhh

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